Publicada por Barbara de Sousa On 00:24:00 0 comentários
Haverá algo mais triste do que a solidão? Pergunto-me.
A vida passa e com ela leva cada pedaço da minh'alma
Onde estão os sonhos que sonhei? Perdidos, talvez.
Já não há sorrisos, não. Não há velas, nem festas, nem balões
No tempo em que eu era feliz, pensava que seria sempre assim,
Pensei que  "para sempre" o céu seria feito de algodão
e as montanhas de biscoito. No tempo onde cantavam-me os anos
como se o meu nascimento fosse algo especial, mas não é.
Não há nada de especial em mim. Apenas sou. Existo.
E como algo que existe também um dia morrerei
e ninguém se lembrará de mim.

Vigiam-me, observam-me como se fosse o ser vil
desprezível. Apenas sou uma mulher,
acorrentada a uma falsa esperança de
que algum dia algo mudará. Algo? Mas o que? Não sei.
Tudo mantém a sua forma, o seu caminho, imutável.
Julgo não merecer ter amigos. Pois nunca os tive.
No entanto, tento sorrir. Sou uma atriz no palco que é a vida,
Sou a cicatriz profunda e mal sarada de uma despedida
Sou... sou "eu". Digo, penso ser "eu" mas o meu "eu" não entende
o porque desta desdita. Não entende porque morreu e continua vivo.
O meu "eu" um cadáver sucumbido às portas da minh'alma
Nunca logrará resolver o mistério da sua existência.

 

Publicada por Barbara de Sousa On 00:31:00 0 comentários
Como descrever o trajecto de cada lágrima
o pulsar de cada pensamento
e ver em mim a promessa de um eu
que não existe.
querer ser livre como um pássaro
voar no céu mais limpo. mais azul. mais alto
deixo-me ficar como uma cria aleijada
por terra caída
chorando na esperança que alguém me ira salvar
oh tonta de ti! Ninguém vira
ninguém te acudira
morres em terra com o sonho de voar.

Realidade

Publicada por Barbara de Sousa On 03:13:00 0 comentários
Na ondulação de cada palavra
nunca proferida apenas escrita
fica a estranha sensação 
de existir um mundo
para além desta realidade
para além de ti, de mim, de nós. 

Talvez noutra dimensão a tua voz pudesse tocar 
a minha pele pudesse falar
o teu cabelo pudesse ver
a imensidão dos teus olhos, o mar. 

Eu pensei que era outra, que não era eu.
Pensei que em mim existias tu, sendo outro
sendo a cada palavra, a cada beijo,
distinto mas igual a ti mesmo
milhões de beijos,disseste tu
e a janela do meu mundo fechou-se. 

Paisagem

Publicada por Barbara de Sousa On 00:15:00 0 comentários
O silêncio esgueira-se,
no principio de cada palavra, um abismo.
Olhas mas não vês, a tristeza.
Montanhas como sombras ao longe
gigantes de pedra que ameaçam ruir.

As árvores indiferentes, a cada passo
memorias afastadas de outros tempos
e dentro de mim uma névoa de sentimentos.
A  liberdade paira no céu,
num rodopiar incessante
sacudindo os meus sonhos
tão leves como as gotas
que por os dedos escoam.








Sobreviver

Publicada por Barbara de Sousa On 23:51:00 0 comentários
Se a minha alma sobreviver
a todo este inverno cinzento 
talvez consiga decifrar
as linhas das mãos
talvez saiba ignorar calmamente
os caprichos da natureza
ter a esperança, tão vã e doce
de um pêssego
talvez gaste as minha horas sonhando
Com um olhar soturno e leve
compreenda o quão delicadamente 
é a alma. 

Words

Publicada por Barbara de Sousa On 15:29:00 0 comentários
The verdict that I became 
is fading into darkness.
Nothing feels the same 
We have to walk along
into the fug.

Everything is becoming the lie
I was so afraid of this day
How cold is your heart?
Can't you see, 
Can't you feel my neck in your hands
my heart beats fiercely
I want to live!

I think of love
I let it died
It just never last
You used to be my soul
You used to be like me,
so alive, so full of happiness.

Visions of you
Visions of me
Everything is dead!



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