quarta-feira, 9 de abril de 2008

Liquidez


Vento, não me diz nada
De costas para o sol
Nossas sombras misturadas

É surpreendente
A maneira como abraças
Com medo que as palavras manchem
O significado de cada suspiro
Na liquides das horas
Um imenso vazio
Sinto a polpa da boca
A fluidez do olhar
Ancoradas as tuas mãos
No meu corpo, devagar…

Sonho

Queres me perceber?
Por favor, não me faças rir
Sou o vento
Que por ti passa a fugir
Sou a polpa da maça
O desejo latente de possuir
Uma leviana paixão

O mundo, nada é
Aos pés do mistério
Encarnado em mim
Queres-me? Só para ti
A ganância turva-te a vista
A quem diga que não exista
Mas tu sabes o que respiras
O perfume da minha fantasia

Queres me perceber?
Por favor, não o faças
Sou natural de mais
Simples de mais
E é na simplicidade
Que se encontra o complicado
Ciclicamente
Todo o que souberes
Retomará novo significado…