Navalha


Havia mosquitos infernais
em tuas olheiras
lágrimas teatrais
rompiam as veias
quero lá saber que morras
por mim podes morrer
dava tudo para te ver sofrer

no calor da navalha
o sangue escorre
uivam cães nas colinas
e uma estúpida neblina tenta me esconder
mas eu estou aqui. Não me ves?
sinto os teus pés sangretos
os lábios rasgados e poeirentos
sinto-te a esvanecer
estou aqui para gravar
o teu nome junto à minha lápide

Comentários

O Profeta disse…
Intenso...dramático...


Doce beijo
Olá, "menina" Bárbara
Continuo a lê-la e fico fascinado com tanta maturidade e sensibilidade para uma poetisa tão jovem.
Desculpe a ousadia mas tomei a liberdade de publicar no meu blogue uma humilde "prendinha" para si. Espero que goste.
Continue a escrever porque eu já não consigo "navegar" sem passar pelo seu porto de poesias.

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