Um amor impossível, é sempre um amor impossível, por mais formas que assuma, a verdade será sempre só uma....
Os cavalos não olham para o céu, nem sentem as nuvens, nem sabem o sabor do ar. As gaivotas nunca deixaram de voar. Cada ser é constituído por si próprio, pela sua natureza.
Devia saber que esta vontade de ser tua, seria condenada pelo brilho da lua, seria apagada pela a certeza indubitável, dum amor impossível. Tu és um cavalo bravo, um ser alado, que galga os montes num desatino. Eu sou leve gaivota planando a encosta acidentada por entre o ar azul tenebroso, tentando talvez sobreviver ao tempo chuvoso, aos relâmpagos de Zeus.
Tu não podes ganhar asas e tentar voar mais alto, como eu, meu amor. Nem eu posso, caminhar sem ter horizonte, por penhascos negros e agrestes planícies .. somos de diferentes matrizes. Somos habitantes da mesma esfera. Somos infelizes.
Meu cavalo negro,semeador de morte. Não sei qual o teu nome, nem preciso de te chamar...consigo do alto avistar teu dorso selvagem e delinquente  Talvez isso seja suficiente, só tenho pena que tu caminhes tão cegamente sem nunca o céu olhar.

Comentários

Bárbara
Começo a ter dificuldade em comentar os seus poemas. É como tentar comentar os meus.
Relativamente ao poema de Camões, que teve a gentileza de deixar no meu blogue, apenas me ocorre transcrever, com uma alteração:

Definição de mim, por Bárbara, a POETISA, quiçá a própria Pérola do Atlântico:

Um homem de muitas musas,
De muitos amores,
E de certeza,
Um homem apreciando
E desfrutando
Da beleza de cada mulher...

Muito obrigado, adorável Bárbara.
Admiro-a, mesmo, muito.
Beijinhos
António
Querida Bárbara,

Nem todos os amores são totalmente impossíveis de se concretizer.

Belíssimo.


http://desabafos-solitarios.blogspot.com/
kaminhao disse…
Muito me "chateias" pra vir ao teu bloque, admito que não sou muito dado a poesia...mas é fascisnante a tua persistência, isso pra mim é o mais importante é ver pessoas ambiciosas..., nem que seja para apenas escrever aquilo que pensam, gostem ou sentem. Como tu própria disseste...As gaivotas nunca deixaram de voar... Beijos (kaminhao)
mímica disse…
Gostei bastante do teu texto! Identifico-me bastante com ele, pois eu (infelizmente) só "vivi" amores impossíveis.
Mas há quem diga que o amor platónico, é o verdadeiro amor, o amor no seu estado mais puro.

Visita-me em http://sonetosaoluar.blogs.sapo.pt
abcruz@netmadeira.com disse…
não existem amores impossíveis. antes momentos no tempo em que o tempo suspende o amor que fica a brilhar num firmamento de vontades e desejos que continuam a pingar lembranças e a encharcar os pensamentos que um dia voltarão a jorrar como o mais turbulento dos rios, ou o mais selvagem dos mares, meu cavalo alado desta poesia cada vez mais moldada nas fimbrias dos sentimentos

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