quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Palhaço assassino


O sol estava negro, expectante
a lua não existia. morreu
vestido de luto, triunfante
o teu vulto carnavalesco apareceu...

O gume da faca estava quente
em tua mão elouquente. ardeu
meus olhos em pasmo e espanto
meus olhos vazios. amargo pranto
a lua morreu...

Teu cérebro moroso ou esfuziante
não consegue chegar a clarividência
não consegue perceber a enlouquencia
de minha alma viva. fuzilante

Como consegues erguer
a tua coluna animalesca
neste circulo de misérias que alimentas
chamem os outros palhaços
criaturas bizarras, teatrais
para que vejam. tu, ser desgraçado
a ser cruelmente esmagado
por minha boca ensanguenta
minh'alma sofrida. acabada
minha mente crua e nua
traça o teu destino, num leve adeus
como ferida aberta, fulminante
como uma criatura assassina
dentes em lava, onde jorra sangue
sedento de vida...

Chamem os palhaços lamechas
que preenchem o palco. rumitando
barbaridas. piadas patéticas enfastiantes
para que te vejam caido por terra
para que vejam o folgo final desta era
em que eras tu o palhaço supremo.

2 comentários:

Anónimo disse...

Olá, Ruivinha! Sem palavras...

"O sol estava negro, expectante
a lua não existia. morreu
vestido de luto, triunfante
o teu vulto carnavalesco apareceu..."

Beijocas gordas.

O Profeta disse...

Sabia apenas que era um pequenino naquela longa noite
No celeste um luminoso sorriso me chamava
Lançou-me aos olhos raios de deslumbrante luz
Era a minha prenda, uma brilhante…Estrela Alva…


Um Mágico Natal para ti querida amiga que ao longo deste ano me visitaste. Que a Estrela Alva te ilumine neste Natal.



Mágico beijo