A terra transpirante
o musgo ofegante. tuas pernas descaídas
por entre a erva daninha
eras um animal insaciavel
eras um ser uivante
sempre a procura de mais

Sugavas-me a alma
até não restar nada
por entre a selva dos sentimentos
tremiam-me as mãos.na ânsia de as apertar

Faltava o ar. não haviam montes
apenas o eco surdo dos arvoredos
por entre a tua carne branca adormecida
no lençol do tempo

No jardim proibido. cadáveres perdidos
folhas deixadas ao abandono
eramos prisioneiros dum momento. eterno no seu fim
como é bonito o osso nu e cru
aquilo que restou do teu sorriso. em mim

Comentários

Anónimo disse…
Ruivinha! este poema está excelente. É um poema que transpira sentimento e saudade...
Anónimo disse…
Ruivinha! Este poema está excelente. É um poema que transpira sentimento e saudade...
Querida amiga
Muito obrigado pela sua amizade.
Mil beijinhos.
António
Pedro disse…
Que palavras... É o vento que envolve as rochas ancestrais, que acaricia as folhas das árvores, que procura em vão sair da solidão da paisagem cerrada. Que força!
~pi disse…
belo poema bárbara.

ai o teu nome lembrar me à sempre um poema sei lá porquê! :)



bom ano bom tempo



~

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