terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mundos

Flotando sin tiempo
Escucho el sonido de un suspiro
lírico y extraño...
Tus ojos luminosos, abiertos
miran más allá de las últimas estrellas
y mi ser terrestre despierto
no puede hablarte de lo real.
Cesaron bruscamente las palabras
aqui no tienen sentido
hermano de luz, de sueños sin sueños
tú y yo a la deriva entre dos mundos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Grito

Naquele espaço aberto,
Onde gritávamos
Esse grito que sempre estava
preso em ti preso em mim.
Esse grito nos afogava,
O banco onde nos sentávamos, ainda esta.
Os instantes são os mesmos.
parado no tempo os poetas, as garrafas de vinho, a linha férrea do destino
agora hoje, só o meu grito apaga as luzes da cidade
como um relâmpago, extingue-se a humanidade...
e a queda mais esperada, ainda esta, falta coragem
sou um grito, aquele que tanto odeias, quando digo que te quero...
não serás capaz, de esquecer, o silêncio da minha boca aberta
onde habitam as partículas do teu ser.Vento...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eternidade

O tempo é uma ilusão!

O ser mortal sonha, com o inatingível
para sempre..
mas nada é para sempre,
tudo sofre a erusão do silêncio,
das palavras que ficaram por dizer
dos beijos que ficaram por trocar.

Pensas... Até um dia...

Mas que dia será esse?
Quando serão as arrugas da minha ilusão
Como serão profundas, terra gretada...

E perante a  minha alma fossilizada,
um suspiro apenas.

Não consigo superar o ruído ensurdecedor do medo.

É tempo de dizer adeus,
é hora de ser terra húmida.

Adeus, meu querido...

Só a morte, só a morte é para sempre !

terça-feira, 28 de abril de 2009

No era yo


No era yo quien me mataba, no mi yo presente
Era otro yo que me asfixiaba, con las manos
Me quitaba la vida mirando mis ojos de pasmo
Que eran sus ojos de placer.
Que eran nuestros los ojos
Y las manos, las mismas. Era yo quien gritaba y sudaba
En el abismo de nuestra existencia
Era yo o no lo era, pero era yo la que moría.
Quería tanto matarme y no quería morir
Esta maldición de verme dormida y el deseo
De quedarme sin aire, sin sueños y por fin muerta.

Soy gente, seré gente, cuando el mundo duerme
Y yo me mato. Soy gente, seré este instinto animal cautivo
Con las pupilas abiertas y mudas. Sediento de alma,
Al infierno se va dormido en una cama de rosas y alecrín.
Donde está la canción tan triste que empezamos
Ayer éramos solo una, golpeando las colinas de la fantasía
En un caballo blanco, ahora nada parece cierto
Dime de que color son tus ojos. No me acuerdo…
Cosidos a retales mis pensamientos ocupan los días
Que ahora se transforman en un miedo tan grande y tan mayor
De abrazos rotos violentos. Y pido a los vientos que dibujen
Astas azules de fantasía en los lunares de mi espalda
Y pido que en vez de fingir, de vivir como un cadáver podrido
Pueda dormir, pueda dormir, quiero dormir para siempre
No pido perdón, para qué voy a perdonarme?
Si me mato dormida y no tengo coraje de morir.

sábado, 21 de março de 2009

Secretos

Soy mujer. Respirando, durmiendo desnuda a tu lado
Soy este cuerpo caído en la cama de mis pensamientos
Tengo mis piernas enrolladas en las tuyas
Mis ojos presos en tu mirada
Soy yo. El sonido de dulce llamas quemando el cielo de tu boca
Pájaro temible volando sin embargo
Sobre el océano de tu alma
Soy la sombra difusa dibujando olores verdes
De una superficie herida por las olas en tus hombros desnudos

Secretos mis ojos llenos de espuma
Secretos mis deseos de ser tuya. Soy mujer,mi amor
Y te extraño… soy mujer.
Y me olvido de que alguna vez me has querido.

terça-feira, 10 de março de 2009

El mes de abril

Había algo distinto en tu mirada, como si el mundo no fuera suficiente para ti y necesitases de algo más. Más de una brisa y calor, más de un clavel rojo, más que palabras llenas de sentimientos y hombres desnudos de alma sin carne, sin huesos, sin nada. Tú quieres tanto, bebes la vida en un trago. Tus ojos son ventanas líquidas de deseos, son cometas caídos en una tierra muerta en si.

Yo sé cómo es sentir sin aire, sin agua, sin espacio, sin nada, sé lo que eres; viviré en una cárcel, cuerpo extraño, solitario, sin destino. Creo que un corazón roto no es nada y que las calles se amontonan entre nubes oscuras y montañas cada vez más grandes y más altas.
La patria son tus sueños, palomas blancas que se pierden en el cielo infinito de mis ojos. Tenerte a mi lado es siempre esta extraña duda del pasado. Nuestro firmamento se disuelve en la longitud de tus hombros. Por tí lloré tanto rojo abril, por tus canciones me enamoré, quisiera conocerte, ser la fuerza en el invierno de tus pensamientos.

Quisiera caer en tus brazos abiertos donde respiran los árboles, los pájaros, el suelo y la luna que refleja mi boca desnuda de los días que amanece en las ventanas de tus ojos que calienten el fado de este tiempo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Destino


O destino tem estranhas formas de se demonstrar
estranhas formas de ser
nunca pensei poder te encontrar neste espaço
encantado onde a lua brilha
do outro lado a noite caí
apaixonei-me, pela cor dos teus olhos
quando o sol, se põe, nas montanhas de Cuenca
o vento ondulante entrelaçado nos meus cabelos
nos teus braços a longitude do horizonte...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Desassossego


Se cada momento pudesse saber
Quantas folhas tem as árvores e o que as faz crescer
Perdida, nos ciprestes desta morada encantada
Tua mão na minha. Juro-te
Não queria mais nada
Vejo tua foto nesta lápide
O mármore fica pensando para comigo
De que cor eram teus olhos quando
Olhavam para mim

As flores murcharam
E nada mais há para recordar
Só as palavras que ficaram gravadas
Na ondulação dos ventos
Em meus cabelos, Fevereiro
Desassossego defunto

Não sabes este egoísmo de querer
Teu corpo vivo e triunfe
Tua boca presa a cada instante
Este egoísmo que arde em mim
Possuir à luz o cadáver que habitavas
Me fascina, me escapa

Agora diz-me…
Será que sentes, o perfume
Que ofereceste continua dentro
Do frasco…e aquele vestido verde
Nada é. Se não um farrapo

Quero te dizer, amor. Faz-se tarde
As estátuas de anjos
Transformam-se em mutantes
Doem-me os joelhos, tenho de partir
De encontro com a vida. Este punhal
Não foi capaz de sangrar
Julguei-me destemida
Pôs-me a chorar…

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Livre

Pareço tão livre, mas estou tão encadeada
no teu abraço dentro do espaço do meu abraço
no teu olhar penetrado a longuitude do meu querer
Há silêncios que nos preenchem a alma
que nos fazem ver uma mão de luz por entre as nuvens
um sorriso que seduz, com loucura uma lágrima...

O desejo que nos suga as veias. que faz uma lâmpada ser sol
e um beijo infinito preso no teu peito, em teu carinho
esta paixão que é uma ventania que fez naufragar
a tua mão na minha
sou livre sem o ser

O intimo horroroso desolado medo
de ser tua, de me enamorar pelo brilho da lua
querer ser sugada em tuas garrar,
apunhalada pelo golpe das tuas pernas.
este querer louco, fernético, inracional
verdadeiro mistério da existência...

A dor de não poder resistir de o corpo pedir
de alma querer os teus dedos
entrelaçados nos meus cabelos

Sonhar é saber que o desejo mora em pequenos gestos
que só nós sabemos, só nós queremos

Mas estás cada vez mais longe e distante
E a cada instante necessito mais de ti!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Amizade

Nevava, na rua gelada o medo
no teu sorriso amigo sereno
que tudo transformava
nevava, mas não muito
apenas o suficiente
para fazer sorrir esta triste gente
que nunca viu coisa tão bonita na vida

Na esquina da minha casa a tua mão
na minha repousava a certeza do teu olhar
brilhava na gentileza de cada palavra
que transformava a neve
em pequenos flocos de algodão

Nevava, em meus olhos cor de mel
a ponta dos dedos uma lágrima secava
na ternura do timbre da tua voz
que ecoava no vão da escada
o silêncio de cada passada, a incerteza do destino
a mágia desta cidade que nos envolve devagar
na liquidez do rio, sem avistar o mar
são colinas que se amontoam, casas em penhascos
ruelas estreitas janelas abertas um velho casco
areia nos jardins e uma fonte imaginaria que brota
no interior de mim. quero te dizer com isto
obrigada por seres meu amigo
sem me pedires nada. obrigada por estares comigo
quando a solidão chega aos ossos e faz-se tarde
e nem os nossos compreendem o que sentimos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Juventude




Abro a janela ao mundo e
a juventude não é mais que um temporal.
As tempestades causam tantos danos,
doem-me as mãos da força de as apertar
queria poder ser eu, neste local estranho.

A vontade de comer o mundo, turva-me a vista
aqui e ali o meu ser ardente trespassado,
morre ao acaso de uma leviana conquista.

O outono do meu passamento leve e sereno
fugiu-me por entre os dedos, como fumaça.
Não tenho confiaça nos meus passos, nao sei quem me guia
rompem-se os laços.

Perdida  de vista, colinas de espaço em espaço
prédios que trespassam a existência.

Miro-me ao espelho,
estranha convicta coluna massissa de enganos
não tenho nunhum super poder, humana apenas
pequei  por inocência.

Diz-me de que vale ser quem sou e não saber sê-lo?
Diz-me porque me destrói os desenganos de cada paixão?
Se me perdi no calor dos teus braços, no desejo do teu coração
Diz-me que há para mim neste mundo?
Diz-me que há no fundo do poço?
Vejo a claridade daqui do mais baixo de mim,
imagino-me bebendo a água que sou, imagino-me
mas tudo terá um fim...

Morrerei seca e definhada?
Diz-me não restara nada?
Apenas a terra lamassenta e a vil certeza do teu triunfo
Apenas gotas de sangue fervilhando, em teus olhos de infante
Apenas a juventude fracassada, o pó,  as cinzas e... nada!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Noites sem dormir


Eram colinas que se desfiguravam
casas em ruínas onde o vento ressonava.
Um prédio alto se erguia ao fundo uma cascata,
teus olhos alucinantes sorriam
depois não vi mais nada.

Acordei, extasiada!
O mundo preso na palma da mão,
por entre os lençóis solidão
que não tarda em se transformar
nesta subtil traição.

Vi o teu corpo cadavérico, olhos negros
ombros tombados num suspiro,
lábios gretados como trapos que esvoassam
ao sabor de cada delírio.

Em pensamentos quis chamar por ti. Não pode!
Senti a alma a flutuar
no peso de cada suspiro.
Senti o ar que me escapava a cada golfada
e depois o vazio.

Tenebrosamente adormeci.
Eram caixas deixadas ao acaso, garrafas vazias
rascunhos de sentimentos.
Um bafo a fumo por entre os teus cabelos
noites sem dormir, sem sentir...
Apenas um pesadelo

domingo, 1 de fevereiro de 2009

fados


Não me queiras amar, se eu não te pedir.
Nem desejes aquilo que não te ofereço
Não ponho a gargantilha.
Não quero a tua afeição. Não mereço!
Digo-te isto, porque sou livre, como uma alma
que o corpo deslumbra adormecido
não me queiras conhecer,
este meu negro coração, independente!
O amor não se escolhe, acontece!
Não me peças para te acompanhar, pára! Nem sei onde vou...
Mas teimo em voar, sou livre,
Na saudade, não me importa o mundo lá fora.
Livre na minha dor. Na minha cama, custa a crer que estou sozinha
nos ambos lado a lado, corpos desencontrados não sei qual de nós
é mais desgraçado...
Não sei, não sabe ninguém este jeito, o jeito de amar tanto,
 num desespero de  querer..
Já esqueci depois, e o meu fado é ser livre.
Tenho a certeza que até na pobreza
serei mais feliz do que contigo.
Isto é sincero, não penses que te desgosto.
Quem sabe se é para ti, isto que escrevo
não queiras pensar isto ou aquilo, pois nada te digo, aquilo que sinto é comigo...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009


O frio que gela as ruas que parecem colinas
estreito os prédios que caem por cima da cabeça
o céu. uma espécie de neblina que turva a vista
o adeus. que fez o tempo parar. na eternidade vã
dos dias amontoados de solidão. que se esvaem
como fumo por entre os dedos. o desenho dos teus ombros
intemporais teus lábios presos nos meus
o medo subterrado nos escombros da ilusão

Estas longe, tão longe...ainda sinto o teu olhar
mergulhado no meu desejo. aquele infinito beijo
preso na exactidão de cada pestanajar
ainda sinto a cheiro do teu corpo caido
no meu ventre os instantes tatuados
tal e qual uma serpente que se enrola
a meu lado.um sorriso que não consegue disfarçar
a vontade leviana de o mundo transformar
para que fosse nosso, só nosso, onde podessemos
reinar.que o amor é este egoísmo inconstante
de nos darmos só a um. de pertencermos a nenhum
de sermos sós, no meio de tantos. de ficarmos juntos
contando os minutos, fazendo planos

A neve cobre os telhados, ao longe a lua diluida
em meus cabelos púrpura a chuva cai em forma de
raios de prata...se desfaz em pequenos instantes de nada!!!

domingo, 18 de janeiro de 2009


Quão bela é a lua. tombada faz-se revelar
o segredo mais simples preso em ti.
em cada pestanejar tenho medo da fúria
subitamente solta nos prédios e nas ruas
o gesto dos membros apagados pelo o calor do silêncio
tocas-me os subtis tornozelos. no sossego feliz
das horas. sinto o deambular trémulo
dos teus dedos. tombados cachos de cabelos
sobre o tecto da nossa imensidão. sombras
que se escoam no canto da tua mão

Talvez estaja aqui, neste pedaço teu e de mim
a razão. as memórias que pareciam eternas
e que eram únicas em cada olhar
vulto que se dilui na carne de cada instante
olhar felino penetrante que desvenda
as rotas sanguinarias da minha boca

Vamos a cavalo sem destino. diz-me se é verdade
ou mera esperança.que promete. e só promete
que engana...

Amor, quero sentir a tua pele enrugada ao tempo
lábios gretados e poeirentos.quero-te por inteiro
preso na teia espessa dos sentimentos
algo tão puro que caí como uma cortina de crital
sobre o dorso selvagem, animal.quero-te!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


Quando, cerrados os olhos, num pesadelo soturno
o som da flauta ou do clarim se escuta
ao longe uma miragem daquilo que fui
não procuro mais abrigo. nua e crua me crucifico
como irmã, amiga, amante da tua vontade
faz de minh'alma tua vaidade. de mim prisioneira
palavras? num calafrio falas sobre ti.
emudeces o tempo num abraço
e o medo que guardo de mim.
silêncio, naquele espaço cativante e horrendo
onde não me pertenci.
do infinito à janela apenas um passo nos separa.
meu amor, das memórias dum olhar. a luz intensa
faz-nos respirar o som da matéria

Sinto, os teus dedos entranhados. nos cabelos
pensamentos entrelaçados. perfumes e cores
mancham a tua pele. rubosto e esbelto braço
que sufoca. a boca no contorno, os seios.
rosto selvagem adormecido mãos deixadas
ao acaso. fiéis à sua procura.certas do seu encanto
enquanto, uma furtiva lágrima escorre
morrendo, entrega-se à sorte...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Panamá


Subi as escadas tenebrosamente
como quem se aproxima dum abismo
teu ar, teu gesto, teu corpo descoberto
qual passáro negro caído sobre mim
a vontade que roça o pescoço da agonia
o sol que se ergue na tua boca. a imagem
embriaguada. tua mão na minha
Tecto inaudito nas horas escravas
dos beijos que eram meus que eram teus
os braços descaidos. sanguíneos poentes
tua alma quente . ou louca por quem me enlouqueço
eramos livres. lábios frementes olhar perdido
indiferente ao mundo.esquecidos de tudo
vázios no pensamento, rosto vago nublado
pelo o crepúsculo dos sentidos alienados

Por entre o supulcro de cristal. a tua mão
detia o poder supremo, de vales orvalhados
onde os meus olhos as cores combinam
e a voz era um tom doce. o vento
que as areias domina. já não tenho alento
nesta hora onde o caudal dos sonhos
retorcidos na cama. onde a luz da lâmpada
luta com o dia. nesta hora de partir
para o quotidiano imbecil. para o tédio das violetas
agreste jardim dos cadávares sem cabeça
ter-te tão longe de mim. o teu vulto que se esfuma
pelos degraus que caem na palidez da saudade
na penumbra daquela rua. solidão

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Casa


Lentamente vejo-te. degradante em si
o tempo levemente curva. na esquina
da Rua do Jasmineiro.há uma casa
assombrada. as paredes falam a língua
dos mortos que imandam podridão.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ontem


Ontem, quando senti os teus dedos
por entre o arvoredo no instante dos teus olhos
parados em mim o tempo eternizou-se

Senti-te e percebi que o mundo era uma floresta
nas palavras que dizias havia promessas
por entre as folhas deixadas ao abandono.

O chão, a tua pele e a memória dos teus lábios
tal e qual como um pássaro voavam
na longitude do teu olhar, não sei que dizias
era talvez o vento uivando por entre os rochedos
havia colinas, na brisa do teu nome ecoava o mar
ontem, esqueci os meus cabelos por entre
as tuas mãos perdi os sonhos
no crepúsculo daquela tarde quente
no instante sedento daquele lugar...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009


Others people lives
are just like mine
if i close my eyes i will see
the tears that you cry
the pain that you feel deep inside
if you take my hand
and walk in to the forest
you should see
the dark side of me...

But this is not the end beautiful friend...
i listened to your voice fooling from the sky
and then i realize i'm not alone no,
i'm not alone, sweet child of mine!

Can you picture me and you
holding hands together again
it could be the end of laughter and soft lies
the end of nights we tried to die
the end of strange days bodies confused, memories misused

Can you picture this, beautiful friend
running through the forest of our fear
without feeling the ground running...running...
free, so free like nothing can stop us now!