quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Pesadelo

É talvez o último dia deste pesadelo,
o último suspiro desta era

Eu sou a força dum abandono
a mágoa duma tragédia
a minha existência é uma mera coincidência
toda a realidade olha para mim mas eu não significo.

Existo.

Nem mesmo a ausência de um amor
me transtorna, já sei andar comigo.

Sozinha.

Ceguei, há tantos desejos em mim,
não entendo a realidade.

Não posso compreender porque,
às vezes penso nessa gente,
que como eu vagueia.

(Suspiro.)

É talvez o último dia deste pesadelo.

É talvez o último dia, que perante as coisas, penso!

terça-feira, 19 de abril de 2011

A sombra do incerto

A sombra do incerto
um desvario, Vodka puro
nas veias a cor azul diluída
era meia-noite ou meio-dia?

Os acordes da tua boca perduravam,
como pássaros que flutuam num lago.

Nem sempre fui assim, antes havia futuro
haviam razões ou substância para
o conceito da nossa existência.

Parece patético, nos que tanto temos,
tanto intelecto presos neste corpo cadavérico...

A cinza amontoa-se nos cinzeiros , nas esquinas,
o cheiro a sovaco, os uivos da consistência...

Nem sempre fui assim, antes havia abril...