terça-feira, 19 de abril de 2011

A sombra do incerto

A sombra do incerto
um desvario, Vodka puro
nas veias a cor azul diluída
era meia-noite ou meio-dia?

Os acordes da tua boca perduravam,
como pássaros que flutuam num lago.

Nem sempre fui assim, antes havia futuro
haviam razões ou substância para
o conceito da nossa existência.

Parece patético, nos que tanto temos,
tanto intelecto presos neste corpo cadavérico...

A cinza amontoa-se nos cinzeiros , nas esquinas,
o cheiro a sovaco, os uivos da consistência...

Nem sempre fui assim, antes havia abril...