Azul Fúnebre

Cerro os portões com pavor da bruma
Quero morder os lábios sangrentos
da guilhotina...

Respiro.
Nem os cortes, nem a morfina
só de mim  ando perdida.

Olho.
Não posso assumir o que vejo
Todos possuem a vaidade supérflua da vida.

Mas a minha alma pára e sente o cadáver
dessa gente de carne estilizada
Mas nada me espanta já, nada me afeiçoa
Nem a tristeza dos meus olhos
Vivo em azul fúnebre e morro diluída na minha dor.     

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