sábado, 15 de agosto de 2015

Silêncios

Nos instantes ou momentos
em  que as palavras são vapor
os silêncios gritados
que guardo dentro de mim
são ecos infinitos que me estragulam.

Caí no vazio, perdi a consciência
quero correr numa espiral
e não olhar para atrás ao cruzar a meta
ganharemos os dois?

Vou quebrar as palavras
para que o ar possa fluir
O que há em mim? Nada,
tudo deixou de existir.
Quero a liberdade da lucidez
por entre o árvoredo
gelada em voo inerte
não voltarei, jamais!