sábado, 3 de outubro de 2015

Sou


Olha para mim,
sou pele cicatrizada
sou o grito sufocado na garganta
o corpo rasgado a alma vestida.
sou este fantasma de mim que caminha
Sou eu!
Eu, na forma mais primitiva do meu ser.
Que outra coisa poderia ser?

(tremem -me as mãos)

Olha-me, de dentro para fora
que o corpo apenas é uma carcaça...
E nada mais importa!
O tempo não é nosso
é um  intervalo
entre o real e o imaginado
e nada é concreto
porque tudo foi criado.

Olha para mim,
para o profundo e o infinito de mim.
Cada dia, sobrevivo-me.